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Teologia da libertação – convocada para o serviço na frente transversal!

Agora a teologia da libertação também foi apanhada. Roland Rottenfußer, que trabalhou como jornalista na revista espiritual connection” de 2001 a 2005 e é actualmente editor-chefe da “Rubikon”, ordena-lhe que vá para a frente transversal. No seu artigo O Grito dos Pobres,1 ele recorre a abordagens da crítica do capitalismo associadas à teologia da libertação. Isto com o propósito de dar um impulso teológico à resistência contra a política do coronavírus e contra as crises posteriormente encenadas em torno da guerra, da inflação e da escassez de gás, alimentando-a com uma aura de bênção.

Um dos seus pontos de contacto com a teologia da libertação é tomar o partido dos pobres, dos explorados e oprimidos, enfrentando os ricos e poderosos. Para ele, a base bíblica para isto é o Evangelho de Lucas, no qual é apresentado um número impressionante de passagens em que o tema é a diferença social entre ricos e pobres. Mesmo antes do nascimento de Jesus, Maria tinha proclamado algo de socialmente revolucionário: a inversão das relações entre pobres e ricos, entre humilhados e poderosos (cf. Lc 1,51-53). Neste contexto, os ricos são exortados a entender o apego ao ganho material como um obstáculo no caminho da salvação. Devem cancelar dívidas, devolver bens indevidamente apropriados e em geral doar uma grande parte dos seus bens aos pobres. Embora isto se situe inicialmente ao nível de uma teologia espiritual, contém também o esboço de uma ordem social fundamental que, em contraste com a ordem económica moderna, é adequada para colmatar o fosso entre ricos e pobres.

Abordam-se conteúdos que estão certamente cobertos pelos textos bíblicos. O problema é a sua apropriação imediata e a franca instrumentalização. As diferenças entre as relações de poder antigas e modernas são aqui consequentemente ignoradas. O discurso bíblico personalizante sobre os ricos e poderosos reflecte relações de poder personalizadas e religiosamente legitimadas. A dominação capitalista, como subjugação ao irracional fim-em-si da multiplicação do dinheiro/capital e como dissociação dos domínios da reprodução, representa uma dominação abstracta, que não pode ser directamente representada nos papéis dos pobres e dos poderosos, ou dos explorados e dos capitalistas, da classe política dominante e das massas tornadas impotentes. Além disso, no olhar para as tradições bíblicas permanece oculto que o seu discurso sobre ricos e pobres, poderosos e impotentes está ligado à distinção entre Deus e os ídolos (fetiches). A nível cultural-simbólico, os ídolos legitimam um contexto social de dominação que se manifesta, por exemplo, na dominação dos reinos e na sua reconexão com o mundo dos deuses. Nos textos bíblicos, não são apenas as acções dos indivíduos que são criticadas, mas é deslegitimada a dominação em cujo contexto se situam as acções dos indivíduos. Deve ser considerada não apenas a crítica directa aos ricos e poderosos, mas a distinção bíblica entre Deus e os ídolos, ou seja, a crítica bíblica à dominação. E também aqui deve ser feita uma distinção entre a antiga dominação personalizada, que é limitada no seu alcance sobre o todo, e a dominação abstracta moderna, que atinge a totalidade da sociedade e assim penetra nos corpos e nas psiques das pessoas. Esta última é a submissão às coerções objectivas associadas à lei do valor. Constitui a forma da sociedade capitalista e estende-se a toda esta sociedade. Isto não incendeia imediatamente a raiva e a indignação nem mobiliza as massas para libertar a sua raiva. É diante destas descargas imediatas e confusas que se coloca uma reflexão crítica, isto é, teórica, que busca o conhecimento das relações. Só nesta base pode haver uma ultrapassagem acertada da constituição da socialização capitalista.

De todas as maneiras, mas sempre imediatamente: Sobre os posicionamentos no presente

Para posicionamento no presente, são utilizadas as declarações dos teólogos da libertação que parecem ser compatíveis com o entendimento dos processos e acontecimentos sociais como expressão da vontade das elites sociais e do seu controlo direccionado. Suprimem a vontade do povo através da manipulação dos media e de medidas autoritárias, até ao estado de excepção de uma ditadura do coronavírus. Há alucinações sobre um programa cosmopolita de elites governantes, que supostamente corrói a soberania dos povos e as identidades nacionais. Peças da teologia da libertação são então posicionadas contra isso. Tudo isto acontece de todas as maneiras, mas sempre imediatamente. Tal imediatidade inclui a invocação do movimento dos pobres através do qual a teologia da libertação se desenvolveu. Interpretaram as histórias bíblicas como algo que teve consequências imediatas (sic!) para a sua vida quotidiana. Sem pôr a questão da mediação através das relações sociais, é atribuída aos pobres uma qualidade superior de conhecimento, aparentemente independente das relações sociais fetichistas. Quem se refere ao pobres em falsa imediatidade falará da sua contraparte, os ricos, de tal modo que a riqueza destes é considerada imediatamente responsável pela pobreza dos pobres.

É largamente ignorada a reflexão desenvolvida no âmbito da teologia da libertação sobre o contexto capitalista de dominação, criticado como um contexto fetichista com base na tradição bíblica da distinção entre Deus e os ídolos. Isso aguça a visão dos contextos de mediação social. Nesse sentido tal crítica representa uma correcção imanente a uma forma de pensar que, provavelmente inspirada nas categorias da luta de classes, associa os pobres na sua luta contra os ricos aos sujeitos revolucionários da luta de classes, sem reflexão sobre os contextos sociais. Rottenfußer não sabe bem o que fazer com reflexões que criticam o fetichismo e visam os contextos estruturais de dominação. Ele cita de facto a crítica de Boff ao neoliberalismo, que entende a exclusão social como consequência dos novos modos de produção, do mercado mundial e do neoliberalismo. Mas aterra francamente na economia financeira movida pela ganância da riqueza, e nos ricos que lucram com os juros e os investimentos financeiros. Para além de Heiner Geißler, com as suas tiradas tão ágeis como confusas contra os interesses do capital medidos no valor da bolsa e na cotação das acções, ele destaca o teólogo Ulrich Duchrow e o Papa Francisco como pontos de referência para a sua posição.

Rottenfußer refere-se ao discurso de Duchrow sobre a riqueza que faz empobrecer e à declaração do Papa Francisco: Esta economia mata. Em relação à riqueza que torna as pessoas pobres, Duchrow é citado como referindo-se a mecanismos de enriquecimento que são declarados como naturalmente necessários e assim idolatrados. Os mecanismos de enriquecimento são situados no plano jurídico com a referência à propriedade privada. O direito de propriedade é assim a razão pela qual, citando Durchrow, se pode praticar a acumulação de riqueza de acordo com as leis do mercado. Portanto, segundo Duchrow, é possibilitado o seguinte: se a taxa de juro for superior à taxa de crescimento, o proprietário dos activos monetários rouba aos outros envolvidos no processo económico, ou seja, acima de tudo aos trabalhadores, a sua justa parte do que ganharam em conjunto. As críticas do Papa ao capitalismo são classificadas de forma semelhante. São citadas as suas críticas ao dogma do credo neoliberal, segundo o qual o mercado resolve todos os problemas, e a sua exigência de que se renuncie à autonomia absoluta dos mercados e se ataque as causas estruturais da distribuição desigual dos rendimentos. E, por último mas não menos importante, a crítica papal à tendência para a uniformidade dentro da cultura mundial enquadra-se na visão do mundo dos pensadores transversais sobre identidades étnicas, nacionais e/ou regionais apagadas. Correspondentemente Francisco é citado como tendo dito: Os conflitos locais e o desinteresse pelo bem comum são instrumentalizados pela economia global para impor um modelo cultural único. Tal cultura une o mundo, mas separa as pessoas e as nações.

Dever de resistir

No final do texto, torna-se finalmente claro a que se destina a discussão sobre a teologia da libertação: resistir à narrativa do coronavírus, perante a qual as igrejas se dobraram no seu conformismo, enquanto Jesus abraçou os leprosos. O seu fracasso perante a ruptura cultural do coronavírus não permite mais confusão. A questão do coronavírus não existe independentemente do discurso sobre o capitalismo. Afinal de contas, o Papa e outros ajudaram a encher os cofres de alguns gigantes farmacêuticos com a sua insistência numa obrigação moral de vacinar. Acima de tudo, a pobreza crescente será a grande questão nos próximos anos. Os culpados pelo agravamento da pobreza são rapidamente identificados: Proibições de trabalho efectivas nos confinamentos, investimentos em armamento e inflação causada arbitrariamente pelos políticos através de políticas energéticas desastrosas. Contra isto é expressamente recomendada a sentença dos Actos dos Apóstolos: é preciso obedecer mais a Deus do que aos homens.

Um modo de pensar enviesado

A tentativa de identificar as vítimas e prender os perpetradores percorre o texto como o fio condutor do processo de pensamento. Isto também se reflecte onde os factores estruturais entram em jogo e são associados ao capitalismo. Não são entendidos como estruturas que se tornaram independentes enquanto dominação abstracta, mas são reconduzidos à acção imediata dos actores: à dos ricos que enriquecem no quadro destas estruturas e fazem dos pobres as suas vítimas. É claro que com esta crítica não se está a defender um simples determinismo. Mas o facto é que não se pode passar voluntaristamente por cima da forma de dominação abstracta, e as condições que conduzem as pessoas à pobreza não podem ser ultrapassadas com a conversão das elites.

Uma tal crítica ao capitalismo também permanece reduzida a metade, na medida em que se limita ao nível de circulação e aí ainda se limita à circulação do capital financeiro. Onde as acções gananciosas dos especuladores podem ser tornadas escândalo de forma particularmente drástica. A proximidade ao anti-semitismo (estrutural), com a sua distinção entre capital rapace e capital criador, não é de qualquer modo problema para os pensadores transversais. Rottenfußer ignora constantemente o facto de que Jesus não foi o fundador de uma religião, mas que era judeu, e que o cristianismo está enraizado na tradição judaica e, portanto, não é simplesmente uma nova religião.2 Afinal o enraizamento na tradição judaica é inerente ao cristianismo: os cristãos não se referem a nenhum outro Deus que não seja o dos judeus.

Na fixação da crítica ao capital financeiro rapace (judeu), permanece escamoteada a crítica à produção criadora de mercadorias através do trabalho, ou seja, à lei do valor (D-M-D’) e, portanto, à própria produção de capital, juntamente com o seu irracional fim-em-si de aumentar o capital por amor si mesmo e subjugar o globo a esta loucura. Assim, a crise desta loucura também tem de permanecer irreconhecível: o limite lógico e histórico da multiplicação do capital, que foi alcançado com a substituição do trabalho pela tecnologia e que desde a revolução microelectrónica já não pode ser compensado, apesar da expansão da produção de mercadorias e dos mercados. Durante algum tempo, o afluxo de dinheiro da multiplicação monetária simulada nos mercados financeiros, ou seja, dinheiro sem valor (R. Kurz), pôde servir como compensação. O rebentar das bolhas daí resultantes e sobretudo a coincidência da inflação e das crises económicas indicam que o fim desta possibilidade de compensação está a aproximar-se cada vez mais.

Não é possível entender isto imediatamente, mas apenas através de uma reflexão teórica que mostra como os fenómenos sociais são mediados com o todo social. Acima de tudo, porém, tal conhecimento não oferece nenhuma superfície de projecção imediata para a expressão da raiva e da indignação, juntamente com ilusões de capacidade de acção e fantasias de poder no meio da real impotência. Os pensadores transversais preferem o culto da imediatidade (Günter Frankenberg3). Que promete ser concreto em vez de abstracto, orientado para a prática, em vez de se entregar a explicações teóricas muito afastadas da prática. O vício da imediatidade está também ligado ao recurso a clichés da teologia da libertação e à sua ligação às tradições bíblicas. Ignora-se a reflexão sobre os diferentes contextos históricos, que têm de ser criticamente correlacionados. Em vez disso, clichés como a questão dos pobres são retomados e colocados numa relação directa com as visões do mundo do pensamento transversal.

Perguntas para a teologia da libertação

Também não basta rejeitar indignamente a instrumentalização de clichés dos domínios da teologia da libertação por pensadores transversais e integrantes da frente transversal. Pelo contrário, seria importante reflectir criticamente sobre onde e porquê tais pontos de referência se oferecem, e como a teologia da libertação tem de ser corrigida e mais desenvolvida. Isto é tanto mais verdade quanto ela surgiu em contextos em que parecia possível alcançar alternativas através de mudanças políticas e, portanto, através do Estado, incluindo opções socialistas. A libertação parecia concebível no contexto de uma libertação do trabalho do capital. Além disso, nas diferentes variantes da teologia da libertação que também existiram em África e na Ásia, tratava-se sobretudo da libertação da dependência colonial. Mas mesmo isso permaneceu em grande parte emperrado na mudança de poder político para as elites locais.

Em vez disso, seria necessário reconhecer que tanto o trabalho como os níveis do Estado e da política são componentes elementares do contexto formal da socialização capitalista, e que, à medida que a crise da produção de mercadorias avança, não só se desmoronam as possibilidades de regulação, mas também as possibilidades da administração da crise atingem os seus limites, desmoronando-se as estruturas estatais e asselvajando-se na interacção e nas lutas dos restos do Estado e dos gangues.

Seria de continuar criticamente a tradição da crítica do fetiche da teologia da libertação. Mas também aqui teria de se ter em conta que a crítica do mercado como fetiche permanece limitada ao nível de circulação, e que não é suficiente seleccionar do contexto social fetichista fetiches individuais como o mercado, o dinheiro e o poder. Pelo contrário, seria importante reflectir sobre o todo social como um contexto em si mesmo fragmentado, e reconhecê-lo no nível mais abstracto da sua constituição através da produção de mercadorias e da dissociação das áreas de reprodução conotadas como femininas e inferiorizadas, que se desdobra no contexto formal de trabalho, Estado, sujeito, etc. Seria crucial reconhecer este contexto fetichista como um contexto de crise no seu potencial de destruição até à aniquilação do mundo. Neste quadro não pode haver desenvolvimentos emancipatórios, mas apenas uma ruptura emancipatória. Só uma negação consequente pode abrir horizontes para uma acção emancipatória.

Seria preciso perguntar o que isso significa para a reflexão teológica4: para a opção teologicamente central pelos pobres, para o falar de Deus face ao sofrimento e à catástrofe cada vez mais avançada, para o ligar-se às tradições bíblicas, à acção samaritana e a uma praxis que, como via negationis, visa ultrapassar a constituição capitalista. É indispensável demarcar-se do pensamento identitário e de todas as tentações de imediatidade, e com isso de todo o pensamento transversal de frente transversal.

Ulrich Duchrow e o Papa Francisco, que são mencionados no texto de Rottenfußer, também terão de aceitar ser questionados. Quando Ulrich Duchrow fala de dinheiro ganancioso,5 não entende isso directamente, mas como um contexto social estrutural que anseia por dinheiro, ou seja, pela multiplicação do capital. No entanto, a sua análise também se concentra mais no capital financeiro do que no capital da produção e da circulação e no conexo contexto de crise. Consequentemente, as abordagens alternativas elencadas no livro não são tentativas adequadas para romper com o capitalismo.6 O mesmo se aplica ao Papa Francisco. A sua crítica é corajosa porque defronta forças reaccionárias conservadoras, e útil porque abre portas dentro da Igreja para uma crítica mais radical do capitalismo. Mas está longe da indispensável crítica do fetichismo.7 Fica-se pela regulação ética do mercado, pela ilusão de que o dinheiro poderia servir em vez de dominar.8 Acresce que também são dignas de crítica posições e estratégias no domínio eclesiástico, que não têm em conta ou não têm em conta suficientemente o contexto fetichista da produção capitalista de mercadorias e a sua crise. Neste contexto é de criticar o posicionamento do Instituto de Teologia e Política9 sobre a política do coronavírus, bem como as reflexões e orientações práticas demasiado míopes no ambiente do Kairos Europa.10

Tendo em conta a necessidade de uma demarcação consequente de todo o pensamento transversal, é crucial retomar e continuar consequentemente a crítica do fetichismo, que teologicamente se pode ligar à distinção biblicamente central entre Deus e os ídolos. A crise que destrói os fundamentos da vida deve ser localizada no seu quadro. O irracionalismo destrutivo do fim-em-si capitalista parece determinar cada vez mais as mentes e as acções das pessoas nas lutas pela auto-afirmação na crise. Em conexão com a impossibilidade estrutural de agir com persuasão, isto também pode ser uma explicação para a confusão nas acções dos actores político-económicos, bem como para a resistência do pensamento transversal contra elas. A reflexão crítica é ainda mais importante se se pretender que haja caminhos para a libertação.

Notas

  1. Cf. https://www.rubikon.news/artikel/der-schrei-der-armen
  2. A impressão de que o cristianismo é uma nova religião é sugerida pela história do cristianismo, na medida em que o cristianismo se separou do judaísmo com tiradas anti-judaicas. Isto encontrou expressão, entre outros, no ponto de vista (que alimentou o anti-judaísmo e o anti-semitismo) de que a Igreja tinha tomado o lugar do judaísmo, que se tinha tornado obsoleto com o cristianismo. Falar do cristianismo como uma nova religião confirmaria isto, mas também não está imune ao perigo de monopolizar a tradição judaica pela cristã. É crucial entender o judaísmo e o cristianismo como duas variantes da busca da libertação, que estão ligadas na sua referência (crítica do fetichismo) ao Deus único de Israel.
  3. Günter Frankenberg fala disto no seu livro Autoritarismus, Berlin 2020.
  4. Ver sobre isso Herbert Böttcher, Kapitalismuskritik und Theologie. Versuch eines Gesprächs zwischen wert-abspaltungskritischem und theologischem Denken [Crítica do capitalismo e teologia. Tentativa de diálogo entre o pensamento da crítica da dissociação-valor e o pensamento teológico], in: Ökumenisches Netz Rhein-Mosel-Saar (Hg.). Nein zum Kapitalismus, aber wie? Unterschiedliche Ansätze der Kapitalismuskritik [Não ao capitalismo, mas como? Diferentes abordagens da crítica do capitalismo], Koblenz 2013/2015, 117 163, online: https://www.oekumenisches-netz.de/wp-content/uploads/2016/10/Festschrift_Kapitalismus_web.pdf; ver ainda, Der Krisenkapitalismus und seine Katstrophen. Herausforderung für theologische Reflexion [O capitalismo de crise e suas catástrofes. Desafio para a reflexão teológica], in: Netztelegramm. Informationen des Ökumenischen Netzes Rhein-Mosel-Saar, Koblenz 2016, online: https://www.oekumenisches-netz.de/wp-content/uploads/2016/10/NT16-02.pdf.
  5. Ulrich Duchrow, Gieriges Geld. Auswege aus der Kapitalismusfalle. Befreiungstheologische Perspektiven [Dinheiro ganancioso. Saídas da armadilha do capitalismo. Perspectivas teológicas da libertação], München 2012.
  6. Vgl. Dominic Kloos, Alternativen zum Kapitalismus. Im Check: Gemeinwohlökonomie, in: Ökumenisches Netz Rhein-Mosel-Saar (Hg.): Die Frage nach dem Ganzen, Koblenz 2018, 299-356, online: https://www.oekumenisches-netz.de/wp-content/uploads/2020/01/festschrift-final-Druck-innen.pdf [Trad. port.: http://www.obeco-online.org/dominic_kloos.pdf]; vgl. auch Thomas Meyer, Alternativen zum Kapitalismus. Im Check: Buen Vivir und das Ende der nachholenden Entwicklung, in: Ökumenisches Netz Rhein-Mosel-Saar (Hg.): Bruch mit der Form, Koblenz 2020, 465-479, online: https://www.oekumenisches-netz.de/wp-content/uploads/2021/02/08263_%C3%96kuNetz_Festschrift_Bruch_Monitor.pdf. [Trad. port.: http://www.obeco-online.org/thomas_meyer19.htm]
  7. Ver Herbert Böttcher, In der Freude des Evangeliums. Aufstehen gegen Repression und Depression. Der Papst wechselt die Perspektiven [Na alegria do evangelho. Levantar-se contra a repressão e a depressão. O Papa muda as perspectivas], in: Perspektivenwechsel!? Eine Herausforderung für die Kirche angesichts sich verschärfender gesellschaftlicher Krisen. Eine Intervention zur Synode und daruber hinaus, 14-32, online: https://www.oekumenisches-netz.de/wp-content/uploads/2016/10/Synodenbroschuere.pdf.
  8. Ver Evangelii gaudium, 57s. Para a crítica às posições do Vaticano sobre os mercados financeiros ver Dominic Kloos, Die Himmelfahrt des Geldes in den Prinzipienhimmel Zur Finanzialisierung des Kapitalismus und den Grenzen christlicher Sozialethik [A ascensão do dinheiro ao céu dos princípios. Sobre a financeirização do capitalismo e os limites da ética social cristã], Bielefeld 2022.
  9. Vgl. AK Theologische Orientierung, An Corona und am Kapitalismus vorbei Anmerkungen zu Corona und die Kirchen. Eine Kritik [Para lá do coronavírus e do capitalismo. Comentários sobre o coronavírus e as igrejas. Uma crítica], Koblenz 2021, online: https://www.oekumenisches-netz.de/2021/03/an-corona-und-am-kapitalismus-vorbei-anmerkungen-zu-corona-und-die-kirchen-eine-kritik/.
  10. Ver a Campanha Fiscal de Zaqueu https://zachaeus-kampagne.de/ (ver também criticamente sobre isso Kloos, Nota 8) e o apelo da “casa comun” por ocasião da 11ª Assembleia Geral do Conselho Mundial de Igrejas em Karlsruhe em setembro de 2022: https://casa-comun-2022.de/wp-content/uploads/2021/03/Aufruf-Casa-Comun-Deutsch-final.pdf.

Herbert Böttcher

Original “Theologie der Befreiung – einberufen zum Dienst an der Querfront!” em www.exit-online.org, 28.11.2022. Publicado inicialmente em Netz-Telegramm 10/2022 www.oekumenisches-netz.de. Tradução de Boaventura Antunes